terça-feira, agosto 16, 2011

Desamorfismos - Vício de Ti

Nada me expira já, nada me vive
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.


Além-Tédio do querido Mário. Porque acho que só ele, por vezes, nos entende.




Para ler, aqui.

F.
quarta-feira, agosto 10, 2011

Cravo



Continuação de um projecto para já sem título sobre crescer.
terça-feira, agosto 09, 2011

Desamorfismos - Vício de Ti


Amor é chama que mata,

Dizem todos com razão,

É mal do coração

E com ele se endoidece.

O amor é um sorriso

Sorriso que desfalece.



Madeixa que se desata

Denominam-no também.

O amor não é um bem:

Quem ama sempre padece.

O amor é um perfume

Perfume que se esvaece.

Mário de Sá-Carneiro.

Para ler, aqui.

F.
segunda-feira, agosto 08, 2011

Tatuimagem - da quinta-feira passada

Para ler...aqui: Tatuimagem.
quarta-feira, agosto 03, 2011

Cravo



Projecto sem título sobre o nosso medo de crescer, morrer e antes disso percebermos quem realmente somos.
terça-feira, agosto 02, 2011

Desamorfismos.

Que rosas fugitivas foste ali:

Requeriam-te os tapetes – e vieste...

– Se me dói hoje o bem que me fizeste,

É justo, porque muito te devi.



Em que seda de afagos me envolvi

Quando entraste, nas tardes que apareceste –

Como fui de percal quando me deste

Tua boca a beijar, que remordi...



Pensei que fosse o meu o teu cansaço –

Que seria entre nós um longo abraço

O tédio que, tão esbelta, te curvava...



E fugiste... Que importa ? Se deixaste

A lembrança violeta que animaste,

Onde a minha saudade a Cor se trava?...
Mário de Sá Carneiro.

Para ler, aqui.

F.
sábado, julho 30, 2011

Tatuimagem

Para ler no sítio de sempre: Tatuimagem
quinta-feira, julho 07, 2011

Cravo


sexta-feira, julho 01, 2011

Tatuimagem

"-Puta.
-Porquê que me deixaste?
-Nada fazia sentido.
-Nós nunca fizemos sentido, Miguel…
-Eu sei. Tive de fugir.
-De nós?
-De ti.
-Queres foder?
-Cobarde.
-Queres ou não queres?
-Odeio que me conheças tão bem."


Para ler em Tatuimagem.
quarta-feira, junho 29, 2011

Cravo


O quarto.
Já fez um mês que estou cá.
quinta-feira, junho 23, 2011

Quinta, 23 - Tatuimagem

"pouco conheciam da sua intimidade, da relação deliciosamente química, física, cruel, avassaladora; um amor-paixão que se renovava nos lençóis enrolados, nos sofás de molas fracas, nas nódoas negras da pele que os cobria."

Tatuimagem
quarta-feira, junho 22, 2011

Cravo


domingo, junho 19, 2011

Tatuimagem

"E num instante entranharam-se um no outro, puxando a pele, magoando-se, mordendo-se. Foderam novamente, com fome um do outro, pulsantes. Quando já estavam deitados no chão, ofegantes, ele sussurrou-lhe ao ouvido, num sopro.
  -Vera."


Para ler em Tatuimagem.
quinta-feira, junho 16, 2011

Cravo


Carta número dois.
sexta-feira, junho 10, 2011

Tatuimagem

"sem acertar os pontos confusos da história que se desmanchara nos paralelos da rua, incrustando-se nos pequenos cristais que brilhavam. Os mesmos cristais enraivecidos de Vera. O sangue pulsava, gelado. Tinha frio, tanto frio. Sentia vontade de a esbofetear até ela acreditar no seu amor, no amor eriçado do beijo. O beijo. Gostava de beijá-la, encaixada no seu corpo másculo."


Para ler, em Tatuimagem.
quinta-feira, junho 09, 2011

Cravo

quarta-feira, junho 08, 2011

Cravo

O meu projecto inicial falhou. Ou melhor desisto dele. Irrita-me desistir de algo numa fase tão inicial, mas a verdade é que não me estava a dar prazer escrever. Na minha cabeça eu já sei o final da história, por isso não quero escrevê-la.

Hoje viro à esquerda.
sexta-feira, junho 03, 2011

Tatuimagem


Auguste Rodin - O Beijo

"Voz em tensão, oscilações.
  -Não esperava encontrar-te. Vera…
   Gelou novamente. O nome não, o nome não! Só ele sabia tocá-la através do nome com a boca toda, a língua suave em movimentos perfeitos, a conjugação dos lábios e dos dentes…"

Para ler aqui.
quinta-feira, maio 26, 2011

Tatuimagem

"Um homem com sombras nos olhos e uma mulher com os olhos partidos. O amor brinca com facas. O amor é desastrado. Um amor desastrado não pode ter facas na mão, porque o que ele faz é aquilo a que está habituado: brincar. Mas, se não tivesse facas, também não seria amor. E acabara de enterrar uma faca única – a mesma – em dois corpos cicatrizados, feios, desfeitos para os poder acariciar."

Para ler aqui.
sexta-feira, maio 20, 2011

Tatuimagem - Quinta-feira, 19.5.2011

"Mas o amor não obedece à vontade da razão. Vera já o deveria saber. Os seus olhos perseguiram-na o resto da noite, a lembrança do seu corpo possuiu-a sem cessar, no escuro, suspirou, gemeu, chorou. (...) Ausência. A palavra pesava-lhe no sangue, picava, como uma agulha finíssima, o coração. Que disparate! O coração não dói, pensava."

in Tatuimagem (clicar no link)
segunda-feira, março 07, 2011
Um teorema de pálpebras nos situa
imunes
à cicatriz dos limites
que bebemos

Fiama Hasse Pais Brandão


Somos 5.
Escrevemos nos dias que acabam em feira.

Segunda: leonor guarda-faCtos
Terça: Frederica Luz
Quarta: Cravo
Quinta: Gabriela Ribeiro de Castro
Sexta: Elisa Vale de Campos